segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eragon, O Cavalheiro de Dragões



Como não é difícil de se imaginar, essa estória se passa num cenário épico e medieval - nada mais clássico do que uma era da barbárie humana, das expansões dos reinados e dos seus domínios territoriais e do culto à magia.



Heis que surge um jovem e corajoso cavaleiro, Eragon, pré-destinado para honrar, cuidar e proteger os dragões da tirania e da cobiça humana, simbolizada pela união funesta de malvados feiticeiros e de humanóides, que visava dizimar e esravizar à espécie dracônica. Em se tratando da sua missão, o jovem cavaleiro, de origem camponesa, precisa cuidar de uma jovem dragonesa azul, chamada Saphira. A relação entre eles será construída de forma especial, baseada em fortes vínculos subjetivos e mágicos.








Assim como no livro ERAGON, do autor Christopher Paolini, e no filme (2006), interpretado pelo jovem ator inglês Edward Speleers, a obra aborda a importância do uso da ética mágica, onde os conhecimentos e as práticas mágicas devem ser utilizadas com sabedoria e responsabilidade, tal e qual a tradição mágica élfica, uma das mais antigas senão a mais, caso contrário, os seus efeitos são malignos e poderá se voltar contra quem profaná-la, acontecendo literalmente: "O feitiço se volta contra o feiticeiro". E, não podemos nos esquecer, os dragões são seres sábios e éticos.

Ainda no universo da Magia, apesar do discípulo precisar do seu mestre, dragão ou não, para lhe ensinar e guiar no caminho da magia, os grandes ensinamentos são solitários, fazendo com que cada aprendiz à mago descubra a sua própria verdade e força interior e, principalmente, o seu dom mágico. Técnicas mágicas, truques, ilusionismos e feitiços são aprendidos, mas, a essência mágica, é uma energia vivenciada, uma identidade acima de tudo.




Outra questão fundamental também abordada em Eragon é a relação entre homens e dragões. Muitos pensam e querem escolher o seu dragão, mas, muito pelo contrário, na verdade, é o dragão que escolhe você, de acordo com os critérios dele. No caso de Saphira, se ela não tivesse o escolhido, a química e a magia entre eles não haveria fluido, onde um tornou-se a extensão do outro até quando a morte os separa-se.


Tal exemplo disso é claro, quando no filme, após o combate entre o Dragolich e Saphira, ela sai mortalmente ferida desse combate e Eragon tenta salvá-la, transferindo a sua energia vital para ela, por intermédio da mágica dela:



- Eragon: "A vida que tiver em mim, tome!!!"


- Saphira: "A vida que você tem não dá para nós dois."






Mais do que uma relação de parceria e aventuras, trata-se de uma relação de amor, onde as vidas de Eragon e Saphira estão entrelaçadas. Sim, também merece destaque o ritual funebre do Brom, também cavaleiro de dragões e guia de Eragon, dando o seu último vôo nas costas de um dragão - simbolicamente forte e representativo da relação homem e dragão.


No mais, a estória em si é muito bem traçada, sobretudo no livro, apresentando muitos mais detalhes e elaborações do que no filme. Leiam e (re)vejam o filme, façam como preferirem.

3 comentários:

  1. é uma historia fascinante!!!

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  2. Não sei pq só filmaram o primeiro livro, dizem que os demais são ótimos!

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    1. porque o filme do primeiro ficou tão ruim em matéria de história que se continuar o filme destrói a história se seguir a história destrói o filme.
      o Filme foi inspirado no livro não baseado... dizer que foi baseado é pedir pra ser fuzilado por críticas.

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