terça-feira, 14 de julho de 2009

Os devaneios de Dom Quixote




Até o personagem alucinado, trapalhão e mais conhecido do autor espanhol Miguel de Cervantes Y Saavedra¹, Dom Quixote de la Mancha travou a sua batalha contra os gigantes e dragões, mesmo que seja em seus devaneios e vivendo entre histórias fantasiosas, acompanhado do seu fiel amigo e escudeiro Sancho Pança e do seu cavalo Rocinante...

A história se passa numa pequena aldeia espanhola, chamada de Mancha, onde um senhor cinquentão de poucas posses mora num velho casarão com a sua sobrinha, uma governanta e um capataz que cuidava da sua fazenda. O seu casarão é ornado com escudos e lanças antigas, dando uma esfera medieval ao local.

Dom Quixote era um leitor assíduo de romances de cavalaria, tornando-se um aficcionado por esta temática, ao ponto de surtar. Tornou-se um cavaleiro andante, com direito a armadura e montaria. Ele pretendia se aventurar pelo mundo à fora, combatendo os gigantes e os dragões, para depois oferecer as suas vitórias à sua amada Dulcinéia.

Em suas aventuras protagonizou muitos vexames e inúmeras trapalhadas, dando um ar cômico a trama. Preocupada com a sua sanidade mental, a sua sobrinha, ajudada pelo vigário e o seu amigo Nicolau, queimaram todos os livros da sua biblioteca, como forma de evitar o contato dele com o mundo fantasioso que ele lia e criava.

A partir do sumiço da sua biblioteca, como obra da ação de um feiticeiro (a desculpa dada para justificar a queima dos livros), Dom Quixote sai em mais uma aventura, dessa vez, acompanhado do seu fiel amigo e escudeiro Sancho Pança, que havia conhecido nessa andança e prometido a ele que daria um dote de terra para ele governar como prêmio do seu heroísmo (uma prática comum usada na época para condecorar os heróis).




Uma das suas bravuras, foi tentar enfrentar um moinho de vento, confundindo-o com um grande gigante, além de outros delírios que envolviam leões e dragões ferozes e maus. Isso os ridicularizavam bastante. Dom Quixote e Sancho Pança foram muito zombados pelas aventuras que protagonizaram, onde o seu fiel amigo e e escudeiro resolveu abandonar os dias de aventura e o governo do dote prometido, no caso uma ilha.

O desfecho final da trama destaca:

"Depois de tantas aventuras e desventuras D. Quixote
resolveu voltar à Mancha, reuniu a sobrinha,
empregados e amigos e, bastante debilitado, mesmo
depois de um longo repouso e acompanhamento médico,
acordou de um longo sono e anunciou que a loucura
o havia deixado e voltou a ser Dom Alonso Quixano.
Decidiu fazer seu testamento, pois sentia a morte
aproximar-se. Deixou as terras para a sobrinha,
uma quantia em dinheiro para a governanta e
Sancho e, aos amigos, a lembrança de que,
apesar da loucura, viveu cheio de dignidade e
bondade. Assim morreu um herói que, na sua loucura,
foi tão corajoso quanto os verdadeiros heróis da
cavalaria, pois se propôs a tornar real sua fantasia."

(Net Saber)

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1. Ao escrever "El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha" em 1605, Miguel de Cervantes buscava fazer uma paródia dos romances de cavalaria que fazia muito sucesso em sua época. Seu personagem principal, Don Quixote, após surtar, transforma-se num cavaleiro andante. Sancho Pança, seu parceiro de aventuras, apresenta traços realistas para se contrastar ao seu partner e a doce e fildaga Dulcinea del Toboso, a sua amada fictícia, baseada numa simples, desajeitada e feia camponesa, Chamada de Aldonça. (Wikipédia)

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